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Fashion Rio: Por que o retorno da semana de moda é uma questão de Branding (e não só de nostalgia)

  • Foto do escritor: Michelle Mariana Passos
    Michelle Mariana Passos
  • 22 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Por Mih Mariana | Estratégia de Marca & Moda


O anúncio do retorno do Fashion Rio mexeu com o mercado.

Para muitos, é um sentimento de nostalgia, de rever as supermodelos e o glamour da Marina da Glória ou do Pier Mauá. Mas, se olharmos com as lentes do Branding e dos Negócios, esse movimento significa algo muito maior: é a oportunidade de ouro para o reposicionamento da marca "Rio de Janeiro".

Como estrategista, analisei o cenário e identifiquei três pilares fundamentais que as marcas precisam entender se quiserem sobreviver e lucrar nessa nova era da moda carioca.


1. O Fim da Era "Apenas Biquíni"

Durante décadas, o Rio foi resumido internacionalmente — e até nacionalmente — ao beachwear. O biquíni é nosso patrimônio? Sim. Mas limitar a moda carioca a isso é um erro estratégico.

O Rio de Janeiro respira moda urbana. Temos alfaiataria desconstruída, temos um streetwear potente nascendo nas favelas e nos subúrbios, temos design autoral. O retorno do Fashion Rio precisa ser o palco para mostrar que a mulher carioca trabalha, empreende e consome moda para além das areias de Ipanema. Marcas que insistirem apenas no estereótipo da "Garota de Ipanema" vão perder espaço para aquelas que dialogarem com a vida real da cidade.


2. O Impacto na Economia Criativa

Uma semana de moda não é apenas sobre o desfile de 15 minutos. É sobre todo o ecossistema que ele movimenta. Estamos falando de costureiras, modelistas, fotógrafos, cenógrafos, maquiadores, turismo e hotelaria.

Para o Branding, isso é essencial: marcas que entendem seu papel social e econômico geram mais valor. O "novo" Fashion Rio deve ser encarado como um motor para a Economia Criativa local. As marcas que souberem contar essa história — mostrando quem faz suas roupas e como impactam a cidade — terão uma vantagem competitiva enorme na percepção do público.


3. A Reconstrução da Identidade Carioca para o Mundo

Talvez o ponto mais crucial. O Rio de Janeiro sofreu com crises de imagem nos últimos anos. A moda é uma das ferramentas mais poderosas de Soft Power (poder suave) para mudar a percepção de um lugar.

Precisamos exportar uma nova identidade. Não a do Rio perigoso ou apenas turístico, mas a do Rio criativo, sofisticado e inovador. As marcas que subirem na passarela terão a responsabilidade (e a oportunidade) de serem embaixadoras dessa nova narrativa.


Onde sua marca quer estar?

O retorno do evento é um fato. A dúvida é: como as marcas vão se comportar? Quem ficar preso ao passado, fazendo "mais do mesmo", será esquecido. Quem usar o Branding para construir narrativa, propósito e conexão com a moda urbana real, fará história.

O Rio está pronto para provar que é uma capital de moda completa. E nós estamos prontos para assistir — e analisar — cada passo dessa passarela.

 
 
 

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